A Polícia Federal e a Receita Federal cumprem, nesta quarta-feira (4), mais de 100 mandados contra uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

O grupo seria ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
A organização, considerada ultraviolenta, é suspeita de movimentar mais de R$ 500 milhões em apenas dois anos.
A Operação Ifrit cumpre 26 mandados de prisão e 76 de busca e apreensão em sete estados: Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Além disso, três policiais civis foram afastados dos cargos, e outras três pessoas passaram a usar tornozeleira eletrônica.
Até o momento, as equipes apreenderam armas, munições, joias, dinheiro e documentos.
Segundo a PF, a organização é liderada por uma família associada a outros grupos criminosos.
Entre os integrantes, estavam policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal.
A PF aponta a prática de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.
A investigação também identificou o uso de armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.
A organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados.
As drogas e as armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai.
O material abastecia redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes na Europa, especialmente na Espanha e em Portugal.




